O Sucesso dos Vinhos e Espumantes Rosés

Os vinhos rosés são a nova tendência de mercado, com a sua leveza e elegância, tem se tornado cada dia mais a escolha dos consumidores.

A cor rosé é uma cor que evoca sensualidade, delicadeza, prazer, e se acompanhada de um conjunto também delicado, certamente está na base do sucesso dos vinhos e espumantes rosés.

Antes obtidos pela mistura de vinhos brancos e tintos, o que normalmente os tornavam grosseiros pela presença de taninos e falta de aroma e acidez, atualmente são elaborados com separação imediata das cascas das uvas no momento da prensagem e tratados enologicamente como se fossem vinhos brancos.

Porque os rosés ficaram famosos

Alguns motivos podem ser elencados, como o sucesso internacional de um dos mais famosos do mundo, os franceses Rosé de Provence trouxeram consigo o sucesso dos outros rosés produzidos em diversos locais. 

A melhora da qualidade dos vinhos e espumantes nacionais também estão nesta origem, e transmitem segurança aos consumidores pois são recebedores de diversos prêmios nacionais e internacionais o que não deixa de ser uma ratificação da qualidade alcançada. 

As altas tecnologias, disponíveis e utilizadas pelas vinícolas nacionais, permitem realizar prensagens delicadas, filtrações eficientes e controle de temperaturas de fermentação que sem dúvida estão na origem destes avanços.

A cor rosa atrai os consumidores 

O que se destaca para os consumidores destes produtos é sem dúvida a atratividade da cor rosé, que hoje deixou de ser intensa, como um tinto fraco, mas tem alcançado tonalidades que variam da lichia, bem claro, passa pelo salmão e chega até o rosa claro. 

Todas elas são cores de intensa receptividade pois transmitem prazer no primeiro contato visual. Estas características também se fazem sentir na delicadeza que estes produtos alcançaram nos aromas e no paladar. 

São via de regra frutados e florais, de boa intensidade aromática, elegantes e delicados em boca, o que confirma a primeira impressão transmitida pela cor dando a sensação de confirmação do visual sem quebrar a harmonia do conjunto.

A delicadeza gustativa, com poucos taninos, e a intensidade de aromas, permitem que sejam consumidos frescos sem prejuízo de suas características prazerosas. Isso amplifica a oportunidade de consumo pois permite que em certas épocas do ano, onde a temperatura ambiente é mais elevada, o prazer de usufruir de algo gelado é consideravelmente bem vinda.

Se os vinhos rosés têm sucesso, os espumantes sem dúvida também têm, e pelos mesmos motivos, também alcançaram principalmente os espumantes rosés provenientes de uvas de altitude que possuem uma acidez, dada à presença de ácido málico, que os diferencia dos demais pelo frescor e delicadeza. 

A interação entre o perlage, que visualizado dentro de uma coloração rosé, é uma das percepções visuais mais agradáveis que se pode ter.

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A importância do teor alcoólico dos vinhos e dos espumantes

O álcool existente nos vinhos e espumantes é o principal objetivo da fermentação, daí o nome de fermentação alcoólica, e é este elemento que fornecerá a capacidade de conservação, personalidade e longevidade aos vinhos. 

Os agentes responsáveis pela sua existência são as leveduras que transformam o açúcar do mosto das uvas em álcool e diversos outros produtos secundários.

É durante a maturação que os açúcares são formados e armazenados nas uvas, portanto quanto mais maduras mais açúcar estas uvas terão e consequentemente mais álcool terão os vinhos.

Como identificar o teor de álcool

A presença de álcool nos vinhos se faz de forma visual pela ocorrência de lágrimas aderidas às bordas das taças, dando uma pequena introdução de como será a untuosidade do produto quando levado à boca.

O álcool dos vinhos tem uma relação muito próxima à intensidade aromática pois devido a sua volatilidade elevada é um forte coadjuvante no arraste dos aromas no trajeto da taça até o nariz.

Na parte gustativa o álcool atua em várias componentes, primeiro a sensação de calor em boca, que sentimos na garganta. Um vinho “quente” tem alto nível de álcool. Ao mesmo tempo apresenta uma relação de percepção do corpo e textura dos vinhos, pois apresenta um maior volume em boca quando o teor alcoólico é elevado. 

A viscosidade dos vinhos e espumantes também dão uma sensação de preenchimento do espaço bucal. A viscosidade ou a untuosidade nada mais é do que a presença em boa quantidade não somente do principal álcool, o etanol, mas também do glicerol, um álcool secundário produzido na fermentação em maior quantidade quando as uvas são bem maduras.

O  corpo é a sensação de peso, de encher a boca, quando isso ocorre se denomina um vinho encorpado, se isso não ocorre a bebida parece meio aguada, leve e se perde rapidamente na boca.

Na prática é um tanto difícil distinguir a ideia de corpo do conteúdo alcoólico. Mesmo não se tratando da mesma coisa os que tem alto teor de álcool normalmente dão a impressão de possuir bastante corpo e os mais fracos de álcool dificilmente são denominados de encorpados.

Quantidade de álcool e qualidade dos vinhos

Durante muito tempo a quantidade de álcool em um vinho foi relacionada com a qualidade, atualmente sabe-se que não é somente a quantidade, mas sim o equilíbrio existente entre os diversos componentes, e entre eles o álcool.

Por exemplo um vinho tinto leve de cor, de aromas frutados de média percepção e de pouca estrutura de taninos ficaria desequilibrado se fosse demasiadamente alcoólico, pois seu conjunto é leve e o álcool se faria sentir demasiadamente em relação aos demais componentes. 

O nível de álcool é frequentemente relacionado a sensação de temperatura que se manifesta gustativamente, um vinho é denominado de quente quando o teor alcoólico é expressivo e se faz sentir facilmente.

Dando um enfoque sobre o benefício do consumo moderado, o álcool existente nos vinhos é considerado como um forte antisséptico, que consumido em doses moderadas atua sobre o metabolismo lipídico captando o colesterol livre das células, auxiliando na produção do bom colesterol, além de possuir um efeito vasodilatador que inibe a agregação plaquetária responsável pela obstrução dos vasos sanguíneos.

Como a maioria dos alimentos, o vinho tem um ataque, um meio e um final. O ataque é a impressão inicial, normalmente agradável, pois o álcool costuma causar uma sensação de conforto.

Portanto este componente que atua de forma intensa sobre a conservação dos vinhos, sobre as características aromáticas e gustativas, sobre a saúde do ser humano, e traz consigo a alegria e a descontração, conquista uma posição de destaque dentro destas nobres bebidas.

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Os diferentes métodos de obtenção de espumantes

Espumantes são vinhos normalmente brancos e rosés que possuem gás carbônico naturalmente produzido na fermentação. Este gás se faz perceber nas taças, sob forma de corrente ascendente de pequenas bolhas que ao atingir a superfície do líquido se transformam num colar de espuma, do qual se origina seu nome.

Quais são os métodos mais tradicionais

Os espumantes mais conhecidos são sem dúvida aqueles que sofrem duas fermentações. Entre eles existem dois tipos básicos, o Charmat, onde a segunda fermentação ocorre em tanques e o Tradicional, ou Champenoise, que ocorre na garrafa.

Ambos provêm de um vinho base onde as uvas são colhidas de modo a favorecer uma acidez marcante, componente fundamental do sabor de um espumante. Em qualquer dos dois tipos o vinho base sofre um processo de estabilização e filtração antes da segunda fermentação, para que esta ocorra em um produto límpido que não venha a formar depósitos quando engarrafado.

O processo da segunda fermentação é denominado de tomada de espuma, pois é nesta etapa que se obtêm o gás que formará o perlage e a espuma que dá origem ao nome do produto.

Método Charmat

Os espumantes produzidos pelo método Charmat incorporam o gás carbônico produzido diretamente no tanque de fermentação. Os recipientes,denominados de autoclaves,  apresentam uma estrutura reforçada para suportar a pressão armazenada e permitir uma intensa refrigeração.

Ao vinho base é adicionado uma mistura de açúcar e leveduras. A quantidade de açúcar irá determinar o teor alcóolico e a pressão. Isto ocorre no tanque fechado até que atinja uma pressão de 5 a 6 atm (atmosfera de pressão). Neste momento a temperatura é abaixada e o produto estabilizado, filtrado, e engarrafado de forma isobárica, a fim de não sofrer perda de pressão.

O tempo entre a fermentação e a filtração pode ser variável e dependendo de sua duração pode ser denominado de “charmat longo” onde o contato com a borra (levedura) produz um vinho de maior estrutura e volume em boca.

Método Champenoise ou Tradicional

Quando a segunda fermentação ocorre na garrafa, no método champenoise ou tradicional, a tomada de espuma ocorre no vinho base adicionado de fermentos e açúcar dentro das garrafas. Quando a fermentação termina, o espumante descansa nas caves em contato com as borras por um tempo determinado pelos produtores, no mínimo 12 meses, de acordo com a necessidade de obter volume em boca e aromas particulares da autólise dos fermentos.

Como a fermentação ocorre na garrafa, não é possível filtrar o produto sem perda de pressão, a limpeza é procedida com o posicionamento das garrafas em estruturas de madeira denominadas de pupitres, onde recebem movimentos manuais que as fazem passar da posição horizontal para a vertical com o gargalo voltado para baixo até que os depósitos de borras estejam acumulados junto ao bico da garrafa. 

Neste momento é realizada a degola, congelamento do bico para retirada das borras e logo a seguir a adição do licor de expedição, colocando a rolha definitiva e a gaiola de fixação.

Existem métodos com apenas uma fermentação

Existem outros tipos de espumantes que sofrem apenas uma fermentação. Se esta fermentação ocorrer no tanque, este é o tipo Asti, que no Brasil é denominado de método Moscatel espumante e que origina os produtos do mesmo nome. Atualmente se constitui no tipo de espumante mais vendido no país. Trata-se de um produto leve, de sabor adocicado de graduação alcoólica baixa e de pressão de efervescência moderada que permite a uva Moscato ter seu paladar e características aromáticas frutadas, conservadas e transmitidas ao produto.

Quando a única fermentação ocorre na garrafa trata-se do modo Ancestral, tipo de elaboração que deu origem aos primeiros espumantes na região de champanhe, na França, e que vem sendo resgatada em diversos países produtores. 

Neste caso, as uvas esmagadas e separadas das cascas, o mosto, é colocado para fermentar, com incorporação natural do gás carbônico ao líquido, diretamente dentro da garrafa. Não é possível realizar a filtração. Este método de elaboração fornece produtos de efervescência média, levemente adocicados com a tradicional presença de depósito residual de borras.

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As rolhas, sua função e os diferentes tipos

As rolhas como material vedante de vinhos só ocorreram a partir do século XVII quando se utilizou o armazenamento do vinho em garrafas de vidro. 

Primeiramente, as rolhas de cortiça natural eram no formato cônico, para facilitar sua introdução no gargalo das garrafas. No século XIX, através do desenvolvimento de equipamentos para auxiliar a colocação foi concebida em seu atual formato cilíndrico.

História da cortiça e sua utilização

A cortiça é a casca do sobreiro, uma árvore que pode alcançar até 20m de altura e tem um período de vida útil de 150 anos. A primeira colheita é realizada quando a árvore alcança 25 anos e para que ela produza nova cortiça a retirada só pode ocorrer num intervalo de 9 anos. 

O sucesso desta matéria prima se deve a sua impermeabilidade relativa e flexibilidade, pois permite ser comprimida em até metade de seu volume sem perder a elasticidade e tender a voltar ao seu estado inicial.

O contato com o líquido no interior das garrafas faz com que aumente seu volume comprimindo contra as paredes do gargalo aumentando a vedação contra a entrada nefasta do ar. O principal país produtor da cortiça é Portugal, onde é muito comum no sul do país, principalmente na região de Alentejo.

Os três principais tipos de rolhas de cortiça são: A rolha natural, feita de cortiça maciça, considerada a de melhor qualidade, e também a mais cara, que pode chegar a dimensões de 55 mm de comprimento e 25 mm de diâmetro. 

Rolhas de maior comprimento são utilizadas para vinhos que necessitem maior tempo de armazenagem para que quando as garrafas estiverem deitadas por muito tempo o líquido não atinja a parte exterior e seja o vetor de problemas de oxidação e contaminação.  

Quando se extrai as rolhas maciças ocorrem sobras que quando moídas e unificadas com cola formam um tipo de rolha de baixa categoria, a rolha de aglomerado de cortiça. 

Apresentam elasticidade e durabilidade menores e são mais baratas, e para garrafas de vinho que permanecem deitadas podem, com o tempo, passar sabores e aromas desagradáveis devido ao contato do produto com a cola de unificação dos fragmentos. 

Como meio de reduzir esse incomodo surgiu um modelo híbrido, feito de cortiça aglomerada mas com discos de cortiça maciça nas extremidades. São utilizadas para vinhos a serem consumidos jovens quando o tempo de contato com o líquido não é grande o bastante para ultrapassar o disco e alcançar a cola.

Este mesmo mecanismo é utilizado para as rolhas de espumantes, que é cilíndrica de tamanho avantajado, se fosse feita totalmente de cortiça maciça encareceria demasiadamente o produto.

É composta por duas partes distintas, a parte de cima mais rígida feita de aglomerado e a parte de baixo é elástica e maciça. Depois de inserida na garrafa e graças a pressão interior adquire o formato de cogumelo.

“Para bons vinhos boas rolhas, quando a rolha é ruim tem-se a impressão de que nem o produtor acredita na boa evolução de seu produto”.

O cuidado com a contaminação dos vinhos

Mesmo sendo considerada o material de excelência para vedação a cortiça, por ser natural, é bastante vulnerável e pode apresentar alguns problemas de contaminação. 

Na década de 70, muitos vinhos foram contaminados por uma substância chamada Tricloroanisol (TCA), que deriva das rolhas naturais defeituosas, onde fungos e impurezas da cortiça reagem quimicamente com fungicidas utilizados para sua conservação.

Estima-se que de 2 a 5% dos vinhos tiveram problemas ocasionados pelo tricloroanisol, que pode provocar mau cheiro característico de mofo e poeira indesejáveis. 

Atualmente técnicas modernas reduziram estes problemas, mas mesmo assim a indústria norte-americana criou as rolhas sintéticas para redução de custos, e para tentar acabar com a contaminação.

Criou-se uma polêmica onde os defensores da cortiça afirmam que o elemento natural é indispensável para o melhor amadurecimento do vinho, além do caráter de defesa da tradição, afinal são três séculos de uso. 

Os que defendem a rolha sintética afirmam que, por se tratar de um produto industrializado e pouco sujeito a variabilidade, está livre de qualquer contaminação.

Por ser extremamente jovem, as rolhas sintéticas ainda não tiveram comprovados o tempo de conservação e de vedação. Isso faz com que elas ainda provoquem desconfiança dos apreciadores mais conservadores.

São muito utilizadas em vinhos mais jovens. Sua durabilidade gira em torno de 5 anos e cerca de 20% das garrafas comercializadas mundialmente, são vedadas com esse tipo de rolha.

A eficácia das tampas de rosca ainda está sendo pesquisada

A tampa de rosca, também conhecida como “screwcap”,  é pesquisado para uso em vinhos desde os anos sessenta na Austrália. Trata-se de uma tampa metálica de rosca e sua parte interna é coberta com plástico inerte que limita o contato do oxigênio com o vinho. 

Como principais vantagens tem a facilidade de manuseio, uma vez que dispensa o saca-rolhas, ser reciclável e não ser vulnerável à contaminação por TCA. Este modelo é utilizado recentemente na produção de vinhos em alguns países como o Brasil, os Estados Unidos, a Argentina, o Chile, a Austrália e a Nova Zelândia.

No entanto, carecem estudos de sua aplicação a longo prazo em vinhos de guarda. Assim, o emprego desta tampa ocorre apenas em vinhos jovens que serão consumidos em até 1 ano

Já ouviu falar nas rolhas de vidro?

Apesar de pouco comuns, as rolhas de vidro entraram aos poucos no segmento. Sua fabricação começou nos anos 2000 e, por isso, são pouco conhecidas. Elas são totalmente inertes, evitando interferências no aroma do vinho.

Possui boa vedação: por meio de um anel de silicone, a rolha de vidro impede que o vinho entre em contato com o oxigênio, o que também evita contaminação por TCA. É uma tendência crescente, principalmente para os vinhos jovens.

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Harmonização de fondues com vinhos e espumantes

Chegou o inverno, e com ele o frio, isso pede um fondue, mas encaixar um bom espumante, é possível? Continue conosco neste artigo e saiba como fazer isso.

Fondue, origem e variações

As temperaturas mais amenas convidam para saborear um prato típico dos países frios, o fondue é originário da Suíça, país produtor de queijos e de chocolates onde a neve compõe a paisagem em boa parte do ano. 

No Brasil, na região sul, onde o inverno se faz mais presente, o fondue é elaborado em diversas versões, sendo as mais tradicionais o de queijo, que é a forma original que deu fama internacional ao prato, o de carnes e o de chocolate com frutas.

Cada um deles requer o acompanhamento de bebidas específicas, principalmente no caso dos vinhos, tanto tranquilos quanto espumantes, para que a harmonização permita apreciar   o prato como o precioso líquido de forma a que cada um deles se faça sentir dentro do conjunto da refeição.

Harmonizando o fondue com vinhos e espumantes

Fondue de queijo

Normalmente, em uma sequência de fondues se inicia pelo de queijo, o que vem de encontro ao desejável, pois em uma degustação de vinhos se inicia pelos espumantes bruts e por vinhos brancos aromáticos. 

Neste caso o espumante brut rosé se encaixa muito bem por ter uma estrutura que auxilia para fazer frente ao queijo derretido que envolve pequenos pedaços de pão. O perlage e a acidez do espumante ajudam a limpar as papilas da gordura do queijo.

Para o vinho branco acompanhar sem ser superado pelos queijos é importante que tenha uma acidez viva e uma boa intensidade aromática, o que normalmente ocorre com alguns vinhos jovens da variedade Sauvignon Blanc.

Fondue de carnes

O segundo na sequência é o fondue de carne, e neste caso, quem comanda a harmonização são os molhos que acompanham o prato.

Normalmente são servidos molhos que contêm maionese, mostarda, e molho tártaro entre outros vários, que combinando com as carnes de gado, suíno ou frango levemente fritas na gordura do fondue necessitam de um vinho que se faça sentir presente neste enfrentamento. 

Portanto o tinto seco, de boa estrutura, como o Maestria Cabernet Sauvignon/Merlot, na qual os taninos ajudam a limpar as papilas para que seja possível continuar a sentir os prazeres do alimento. 

Para apreciar um espumante com o fondue de carne, o único que poderá acompanhar harmonicamente será um espumante branco brut, de preferência elaborado com alguns meses, ou anos, de contato com as borras para que juntamente com a acidez tenha um bom volume na boca.

Mais uma vez o perlage e acidez do brut marcarão sua passagem no paladar convidando a continuar a refeição.

Fondue de chocolate

No final da sequência, no lugar da sobremesa, é servido o fondue de chocolate onde são mergulhados diversos tipos de frutas, cada qual com seu sabor específico, umas mais ácidas que as outras, se contrapondo com o doce do chocolate. 

Com tamanha doçura deve-se parar com os tintos secos e retornar aos brancos de aromas intensos como os Sauvignon Blanc, que graças a seus aromas frutados e acidez marcante torna-se uma boa opção de harmonização por contraposição. 

Uma boa pedida também é fazer uso de vinhos licorosos, mas também pode harmonizar com espumante moscatel ou um demi-sec que por semelhança gustativa darão muito prazer aos amantes dos sabores adocicados.

Agora que você já sabe como degustar uma deliciosa sequência de fondue com os vinhos e espumantes adequados, confira algumas receitas de harmonizações que preparamos com muito carinho para você! Assista aos vídeos das Harmonizações Santa Augusta.

 

Porque existem diferentes tipos de taças para vinhos?

Para responder a esta questão vale a pena conhecer a história e os argumentos.

Antigamente os vinhos eram servidos em canecos de barro, sua evolução passou pelo uso de chifres e até por copos de ouro e prata, não permitindo a visualização e transmitindo gostos estranhos.

A forma das taças

A descoberta do vidro e, mais tarde do cristal, permitiu dar forma aos recipientes até chegar aos modelos atuais onde são concebidas para captar o máximo de aromas do vinho e auxiliar na evolução da bebida depois que é servida, além de projetá-la para uma parte específica da língua.

As taças possuem uma base de apoio, uma haste e um bojo com uma aba, ou a abertura, e é aí que ocorrem as variações.

Taças com bojo maior, promovem maior contato do vinho com o oxigênio e, portanto, aceleram o processo de oxigenação, favorecendo a liberação dos aromas.

Ao mesmo tempo, essas taças não ajudam a manter a temperatura do vinho por muito tempo, então não são as mais indicadas para os vinhos brancos, que devem ser bebidos mais frescos.

Para estes, os vinhos brancos, que naturalmente são mais aromáticos, são indicadas taças com bojos um pouco menores e mais estreitos, o que auxilia na manutenção da baixa temperatura, graças a menor troca de calor com o ambiente.  

Pode conter também uma haste um pouco maior para evitar o contato do produto com as mãos o que também iria aumentar a temperatura do líquido.

Como cada vinho possui características únicas, dependendo da uva com que é produzido, é interessante ter uma taça para cada tipo, mas isso pode nos levar a ter cerca de 400 tipos e tamanhos de taças, uma para cada espécie de uva ou região do mundo.

Os tipos de taça para cada vinho

O consumidor de bom senso, pode ter uma menor variedade sem perder o prazer de beber vinho. São quatro os modelos básicos: uma taça para brancos, duas para os diferentes tipos de tintos, mais encorpados e mais leves, e uma para espumantes.

A forma das taças também influencia na percepção dos sabores, pois posiciona o líquido em partes da língua onde a sensibilidade é melhor para o que se deseja apreciar.

Por exemplo, para vinhos tintos encorpados, e portanto, ricos em taninos, é aconselhável a utilização de taças tipo Bordeaux. Elas possuem o bojo grande, com a borda fechada para evitar a dispersão de aromas e facilitar sua concentração.

A aba fina direciona o vinho para a ponta da língua, permitindo que a suntuosidade e os sabores frutados dominem as sensações antes que os taninos sejam direcionados para a parte de trás da boca.

É indicada para vinhos das uvas Cabernet sauvignon, Cabernet franc, Merlot, Syrah, Tannat, entre outras.

Para tintos mais leves, como os provenientes das uvas Pinot noir, Barbera, Nebbiolo, alguns Sangioveses e Merlot leves, os Gamays e os Grenaches,  que normalmente tem um maior potencial aromático e menos taninos, são indicadas as taças tipo Borgonha.

Estas taças são em formato balão, com bojo maior do que as Bordeaux, facilitando o contato com o ar, o que permite que o aroma se libere mais rapidamente. Este recipiente foi feito para que o vinho explore muito a componente aromática.

O formato e a maior espessura das bordas, direciona o fluxo acima da ponta e do centro da língua, diminuindo a acidez e acentuando as qualidades mais arredondadas e maduras dos vinhos.

Para vinhos brancos as taças têm corpo menor do que as para vinho tinto por dois motivos.

Primeiro, o vinho branco precisa ser consumido em temperaturas mais baixas e, portanto, em um recipiente menor, que permita que a reposição de líquido seja repetida mais vezes reduzindo o aquecimento.

Segundo para que realce as notas de frutas. A aba estreita entrega o fluxo do vinho através das áreas da língua com equilíbrio entre doçura e acidez, crucial para os brancos.

Os vinhos rosés possuem um pouco dos taninos dos tintos, mas os aromas dos brancos. Portanto a taça indicada costuma ser menor que a dos brancos em altura, mas com bojo maior.

Ela deve acentuar a acidez do vinho, equilibrando assim sua doçura. Se não houver disponível uma taça específica para roses pode ser utilizada a mesma dos vinhos brancos.

Para vinhos doces e fortificados as taças devem possuir um bojo pequeno e serem mais estreitas na parte superior.

Seu design ajuda a conduzir o fluxo da bebida diretamente para a ponta da língua, região onde os sabores doces são mais percebidos. São menores justamente porque as pessoas consomem vinhos doces e fortificados em quantidades menores.

O material também influencia na hora da degustação

Quanto ao material de composição das taças existem basicamente três opções: de cristal, cristal de vidro ou vidro sendo todas obrigatoriamente transparentes para que a aparência dos produtos não sofra qualquer interferência. Ver a cor e a limpidez é muito importante para apreciar um vinho.

A diferença existente é o teor de chumbo, metal utilizado em sua produção. A de cristal tem até 24% de chumbo, o cristal de vidro vem com cerca de 10% e o vidro não tem.

O chumbo dá mais leveza, delicadeza e sonoridade, além de permitir que a espessura da taça seja mais fina.

A maior porosidade do cristal é um fator positivo, pois ao girarmos um vinho enquanto o degustamos, forçamos as moléculas contra a parede áspera, quebrando-as, obtendo maior liberação de aromas.

E por fim, as taças para os espumantes

As particularidades dos espumantes requer taças apropriadas para liberar os aromas e principalmente o aprisionamento das correntes ascendentes de bolhas, os colares que prolongam o perlage, permitindo que o lindo balé das bolhas seja visualizado num maior percurso.

Atualmente são variações da taça flûte, ou flauta, fina, esguia e alongada, mas já foi baixa e larga, a chamada taça da vovó, que segundo a lenda foi formatada nos seios de Maria Antonieta, tamanha sua paixão pelo champagne.

A taça fina também direciona a efervescência e os aromas para o nariz, enquanto controla o fluxo acima da língua, mantendo o equilíbrio entre a limpeza da acidez e a profundidade.

Quanto mais bojo tiver a taça, dentro da proporcionalidade de ser esguia melhor, pois se for reta demais no sentido longitudinal irá realçar menos os aromas.

Se o champagne for Cuvée ou espumante de safra especial, um recipiente com corpo curvo permite sentir melhor o potencial do frutado em relação às outras notas aromáticas.

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Garrafas de vinhos e espumantes – Conheça suas particularidades

Os vinhos já existiam muito antes da descoberta das garrafas, e o homem literalmente sedento não se contentava em simplesmente beber, ele queria transportar seu precioso líquido.

Nos tempos antigos o acondicionamento era feito em ânforas de barro e recipientes de madeira que perduram até hoje.

Para serem bebidos e transportados os vinhos eram colocados em sacos de couro, recipientes feitos de estanho, de lata e até de madeira, todos com o grande inconveniente de não poder verificar se estavam limpos após o uso, o que não era prático, contaminavam e modificavam brutalmente o sabor.

Garrafas de vidro

As garrafas de vidro são utilizadas a mais de 200 anos e continuam insubstituíveis.

Antes da existência das rolhas as garrafas serviam apenas para levar o vinho do barril de acondicionamento para a mesa, após seu descobrimento foram utilizadas para armazenagem, conservação e envelhecimento, pois bem fechado em uma garrafa, o vinho não tem acesso ao ar, nem o ar tem acesso a ele, impedindo indesejáveis alterações que invariavelmente transformam os vinhos em vinagres.

Na fabricação das garrafas modernas as paredes internas são rigorosamente polidas para evitar que ocorra um depósito de resíduo.

O contorno interno do gargalo além de polido deve ser perfeitamente cilíndrico para facilitar o arrolhamento e permitir a retirada sem a necessidade de um esforço demasiado.

As cores utilizadas nas garrafas modernas variam do branco transparente ao marrom escuro, passando por diversas tonalidades de verde, âmbar, marrom claro e totalmente colorida.

Para os consumidores uma garrafa pesada parece transmitir a impressão de que ela contém em seu interior um produto forte, estruturado e, portanto, de qualidade.

O peso das garrafas, normalmente está associado a composição do vidro, com maior ou menor quantidade de chumbo utilizado em sua fabricação.

Os tipos de garrafas

De acordo com o formato existem vários tipos de garrafas sendo que as mais utilizadas no Brasil são as bordalesas, as borgonhesas e as renanas.

Garrafas bordalesas
Garrafas borgonhesas

Garrafas renanas

As primeiras têm os ombros bem pronunciados, as do modelo borgonhesas apresentam um diâmetro um pouco maior, vão se alargando do gargalo para baixo sem ombros destacados, enquanto as renanas são as mais finas e alongadas.

Muitas garrafas caracterizam os locais de produção dos vinhos, como os três exemplos acima.

Na região de Provance, na França, as garrafas são convexas com maior diâmetro no meio, em alguns locais da Alemanha são utilizadas garrafas baixas e arredondadas.

Na Itália, na região do Chianti são bojudas e revestidas de palha até a metade. Assim como estas, existem uma grande gama de formatos utilizados para os diferentes locais ou tipos de produtos.

Garrafas de espumantes são especiais

As garrafas de espumantes devem ser confeccionadas de forma que sejam resistentes à pressão do líquido, já que devido a existência de gás carbônico apresentam em média uma pressão de 5 atmosferas, o que é equivalente a pressão existente em uma caldeira.

Por precaução, normalmente são fabricadas para resistirem até a 35 atmosferas. Como as rolhas dos espumantes são grandes, e existe a pressão interna do gás, a força vertical exercida sobre as garrafas no momento de sua colocação é considerável, logo a resistência deve ser otimizada.

Como o fundo das garrafas é o ponto de menor resistência, na fabricação é prevista uma reentrância côncava, com uma profundidade mínima de 3cm, a fim de tornar esta parte mais forte. Esta necessidade eleva substancialmente o peso da garrafa podendo chegar até a 1 Kg.

Assim como nos vinhos os produtores costumam engarrafar espumantes em garrafas fora de padrão, no que diz respeito ao volume, para serviço em ocasiões especiais.

Seja no serviço de bordo de aeronaves, batismo de navios, banho de espumantes no pódio de corridas de fórmula 1 e outras comemorações especiais. A nomenclatura destas garrafas de volumes especiais é a mesma utilizada para os vinhos.

Gostou de aprender mais sobre as particularidades das garrafas para vinhos e espumantes?

O que acha que aprender agora algumas receitas para harmonizar com estas bebidas deliciosas? Assista os vídeos das Harmonizações Santa Augusta que preparamos para você!

Como servir corretamente os vinhos e os espumantes

A degustação de um vinho deve sempre ser um ato de prazer. Para que esta possibilidade seja alcançada algumas dicas podem ser muito úteis.

Considerando que os vinhos foram bem armazenados, um dos fatores que mais interferem nas sensações é a temperatura dos produtos.

Não se trata de uma mera convenção de regras impostas, mas sim uma maneira de potencializar a qualidade através das características de cada produto.

Leia este artigo e descubra como servir corretamente diversos tipos de vinhos, continue conosco.

Serviço dos vinhos brancos

Assim os vinhos brancos são valorizados quando servidos em temperaturas amenas graças ao seu potencial aromático que não deixa de ser sentido quando se reduz a temperatura. A acidez marcante dos brancos também é amenizada quando são refrescados.

Ou seja, vinhos brancos servidos em temperaturas baixas são beneficiados pela valorização de algumas de suas características e por amenização de outras, que podem se tornar deselegantes em temperaturas mais elevadas.

Claro que os estilos dos vinhos também vão influir na temperatura de serviço, porém em linhas gerais, para os brancos leves servir em temperaturas entre 7 e 10°C beneficia as suas características.

Já para os brancos encorpados e que maturaram  em barricas de carvalho, e estas transmitem taninos ao produto, uma pequena elevação da temperatura de serviço entre 12 e 14 °C é benéfica.

Serviço ideal para os vinhos rosés

Os vinhos rosés também se beneficiam com temperaturas de serviço amenas, pois as características aromáticas, de acidez e leveza são semelhantes a dos vinhos brancos, se diferenciando apenas pela maior quantidade de tanino, que apesar de pequena pode se fazer presente, e portanto deve ser amenizada.

A temperatura de serviço ideal para os vinhos rosés é muito semelhante a dos brancos encorpados ou seja de 12 a 14 °C.

Como servir os vinhos tintos

Já para os vinhos tintos, como o contato com as cascas é necessário em sua elaboração para obtenção da cor, a presença de taninos é considerável e estas substâncias em baixas temperaturas podem ser exponencialmente valorizadas tornando desagradável a degustação.

Os vinhos tintos, que via de regra, não são de expressão aromática intensa, em baixas temperaturas podem privar o consumidor desta importante sensação.

Da mesma forma a grande diversidade de vinhos tintos existentes leva a uma consideração sobre característica e temperatura de serviço, sendo os mais leves em temperaturas menores e os de grande corpo e estrutura tânica menos refrigerados dentro da faixa de 16 a 20 °C.

Quando os vinhos são bem armazenados a melhor maneira de passar da temperatura de adega para a temperatura de serviço é através do uso de balde de gelo para que esta redução da temperatura se faça de forma lenta e gradativa, porém nada impede que ocorra um estágio em geladeira anterior à obtenção da temperatura final.

Uma boa dica é não cair na velha frase que afirma que tintos devem ser servidos à temperatura ambiente. De que ambiente estamos nos referindo, no Ceará com 35 °C a sombra ou em São Joaquim com -2 °C dentro de casa. Portanto leve seus vinhos até a temperatura desejada e aproveite ao máximo.

A taça e quantidade a ser servida

Da mesma forma que a temperatura de serviço dos vinhos exerce sua cota na participação da otimização das sensações prazerosas dos vinhos, a taça também é uma grande aliada que pode favorecer ou ser desfavorável, dependendo de seu formato, material de composição e o volume a ser servido.

A quantidade de vinho servida influi na percepção da coloração. Se demasiadamente cheia a quantidade de luz que penetra é menor e pode-se ter a impressão de maior intensidade de cor.

Deve-se levar em consideração que em uma taça devem caber o vinho líquido e os seus aromas, portanto deve-se resguardar uma parte do volume para que uma câmara sobre o líquido não só guarde mas concentre a componente aromática.  

Para os vinhos brancos cuja potência de aromas se faz sentir facilmente, o volume de vinho a ser servido pode chegar no máximo até a metade.

Já nos tintos cuja dificuldade de expressão dos aromas é maior deve-se aumentar a câmara de ar sobre o líquido completando a taça somente até 1/3 do volume. Os vinhos rosés permanecem intermediários, ou seja, de menos da metade até 1/3.

Como abrir a garrafa e o tempo de espera até servir

Muito importante no serviço do vinho é tomar o cuidado ao retirar a rolha não quebrá-la e principalmente não deixar que pequenos pedaços sujem o precioso líquido. Para isso a profundidade de inserção do saca rolhas deve ser objeto de atenção para que não ultrapasse a rolha na extremidade interior da garrafa.

Abrir os vinhos com certa antecedência também é benéfico para uma melhor apreciação. Um pequeno tempo de aproximadamente 30 minutos a 1 hora permite que alguns aromas voláteis desagradáveis, devidos ao envelhecimento ou a jovialidade, sejam liberados da garrafa. Portanto é indicado principalmente para vinhos mais velhos ou vinhos muito jovens.

Na maior parte dos casos de consumo de vinhos em restaurantes esperar este tempo não é condizente com a vontade de degustar o vinho enquanto aguarda a elaboração dos pratos.

Neste caso é indicado o uso de um decanter que aumenta o contato do vinho com o oxigênio acelerando o processo.

Não só neste caso o uso do decanter é indicado, mesmo com tempo disponível, seu uso permite realizar uma melhor oxigenação e uma separação de um eventual depósito existente na garrafa.

Segurar a garrafa pela base, servir de forma lenta e empreender um pequeno giro na garrafa quando atingido o volume a ser servido, ajudam a manter o vinho somente dentro da taça e não nas toalhas das mesas.

A utilização de salva gotas nas garrafas podem ser muito úteis no auxílio desta tarefa.

O caso dos espumantes

Para os espumantes a temperatura de serviço é fundamental a ponto de tornar o produto inexpressivo ou valorizar as características aumentando o prazer de seu consumo. As variações decorrentes do tipo e estilo do espumante irão determinar a escolha da temperatura de serviço.

Na média quando servidos em torno de 4 a 8 °C a qualidade é favorecida. Mas no caso de espumantes demi-sec, ou dos moscatéis adocicados, o consumo a 6 °C é indicado por amenizar o impacto do sabor doce.

Por outro lado, nos grandes espumantes envelhecidos, é aconselhado o consumo próximo aos 10 °C / 12 °C para que as características de estrutura e aroma possam ser sentidas em sua totalidade.

Temperaturas elevadas demais causam desprendimento das bolhas e podem levar a um gosto metálico que tornam o produto desagradável.

Em temperaturas baixas demais, tantos os defeitos quanto às qualidades são camuflados, o que praticamente pode igualar a maioria deles.

As regras de volume, arejamento e decantação não servem para os vinhos espumantes. Nestes existe mais uma componente a ser visualizada e aproveitada.

O perlage, as pequenas bolhas que se elevam do fundo das taças alcançando a superfície do líquido. Graças a valorização da observação deste movimento o próprio formato da taça flauta dificulta a avaliação dos aromas e privilegia a avaliação das bolhas do perlage.

Neste caso para que o balé das bolhas seja apreciado é necessário que ¾ das taças estejam repletas de líquido.

A abertura das garrafas dos espumantes deve ser realizada de modo que o produto não perca seu gás desperdiçando o perlage.

Abrir com um sabre é para um momento festivo e neste caso ocorre uma escolha entre a festa ou a apreciação correta do produto.

Para abrir corretamente uma garrafa de espumante deve se retirar a gaiola metálica que prende a rolha, e segurá-la com uma das mãos e girar a garrafa inclinada a 45 graus retirar lentamente a rolha deixando escapar o gás com o menor estouro possível.

No caso da lavagem das taças para espumante deve se tomar o cuidado para que não permaneçam restos de detergente, de água ou de papel utilizado para sua secagem, sob o risco de perder todo perlage e tornar o produto descaracterizado.

Se as taças estiverem demasiadamente aquecidas podem favorecer um desprendimento muito rápido das borbulhas, para evitar que isso ocorra pode-se servir inicialmente apenas o fundo da taça e aguardar alguns segundos para que o cristal fique na mesma temperatura do líquido, e aí sim completar os ¾ do volume da taça.

Gostou destas dicas de como servir seus vinhos e espumantes? Agora que tal apreciar deliciosos aromas e sabores? Entre em nossa boutique online e escolha os seus!

Receita de dia das mães com harmonização Santa Augusta

O segundo domingo de maio é uma data muito esperada, afinal, é nela que se comemora o dia das mães. É muito comum que nesse dia um preparo culinário de qualidade seja servido, e, para acompanhar, uma bebida igualmente especial é muito bem-vinda.

Com o intuito de trazer ainda mais beleza, alegria e harmonia para o almoço de dia das mães, resolvemos compartilhar com você uma receita, além das opções de espumantes capazes de harmonizar com o prato proposto.

Se você ainda está com dúvidas do que escolher para celebrar este dia especial com a sua mãe, confira nossa dica de receita e harmonização.

Risoto de morango com queijo Brie e camarões Tigre

Ingredientes:

  • 1 tablete de caldo de legumes;
  • 1L de água quente;
  • 2 colheres sopa de manteiga;
  • 1 cebola picada;
  • 1 xícara de arroz arbóreo;
  • 1 taça de Espumante Brut Branco Santa Augusta;
  • 250g de morangos;
  • 100g de queijo brie;
  • Tomilho a gosto;
  • 2 camarões Tigre;
  • 1 colher de azeite extra virgem.

Modo de preparo:

Comece dissolvendo o caldo de legumes em um litro de água quente. Em uma panela pré-aquecida, adicione metade da manteiga para que ela seja derretida e adicione a cebola até que fique dourada e levemente translúcida.

Adicione o arroz misturando à cebola refogada e regue com a taça de espumante Brut Branco Santa Augusta. Aos poucos vá adicionando a água onde o caldo foi diluído aos poucos, sempre mexendo para que o amido do arroz passe pelo processo de gelatinização e proporcione cremosidade à receita.

Assim que o arroz estiver ao dente, adicione os morangos picados em cubo, o queijo brie também picado e a outra metade da manteiga. Misture esses últimos ingredientes ao arroz, desligue o fogo, adicione o tomilho e deixe o risoto descansar por dez minutos.

Enquanto o risoto descansa, em uma frigideira adicione o azeite extra virgem e grelhe os camarões Tigre temperados com alho, limão e tomilho. Assim que eles estiverem dourados, sirva o risoto, com os camarões por cima.

Essa receita pode se tornar ainda melhor com a presença de bebidas capazes de potencializar o seu sabor durante o processo de degustação. Foi pensando em trazer ainda mais sabor a esse dia que separamos algumas opções de espumantes para harmonizar. Confiram.

Espumantes são ótimos acompanhamentos

Produzidos com tecnologia exclusiva, esse tipo de bebida pode agradar muitos paladares e pode ser harmonizado com muitos preparos culinários. Nossas indicações são:

Espumante Nature Rosé Santa Augusta

Espumantes são vinhos versáteis e harmonizam desde o aperitivo até os pratos mais estruturados, neste caso os aromas de frutas vermelhas, o frescor e a estrutura do Espumante Nature Rosé harmonizam perfeitamente com a delicadeza e o discreto adocicado do camarão. A acidez presente no espumante contrapõe com o cítrico dos morangos e cremosidade do queijo brie.

Elaborado com diferentes variedades de uvas: Cabernet Sauvignon (45%) Merlot (20%), Malbec (20%), Montepulciano (12,5) e Cabernet Franc (2,5%), o Espumante Nature Rosé Santa Augusta é elaborado com a segunda fermentação em autoclaves com temperatura controlada. Além disso, sua maturação ocorre durante um período de 8 meses na presença de leveduras que lhe conferem cremosidade e estrutura.

Espumante Brut Rosé Santa Augusta

O Espumante Brut Rosé Santa Augusta é elaborado com uma grande variedade de uvas: Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (20%), Malbec (20%), Montepulciano (12,5) e Cabernet Franc (2,5%). Seu processo de maturação ocorre em autoclaves com temperatura controlada e permanência de leveduras durante 6 meses, que lhe confere cremosidade e fineza.

Sua coloração é de tons de salmão claro, com um perlage fino e persistente. No olfato, é possível sentir uma mistura de frutas vermelhas e no paladar, apresenta ótima acidez, com cremosidade equilibrada e abundante.

Ambas as opções harmonizam de modo excelente com a receita sugerida, deixando a refeição ainda mais prazerosa e saborosa.

No dia das mães, presenteie com os vinhos e espumantes da Santa Augusta

Não dê a sua mãe apenas um presente, oferte a ela uma experiência com aromas, sabores e sensações únicas.

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Os tipos de uva, seu cultivo e finalidade

A uva é o fruto da videira que tecnicamente é um arbusto trepador que se fixa facilmente a qualquer tipo de suporte em busca de luminosidade.

Produz frutos que possuem as características para serem consumidas como uva de mesa ou estar na origem de bebidas, como o suco, o vinho, o espumante ou o destilado.

Basicamente existe uma grande divisão em 4 blocos de acordo com suas origens. Vamos conhecer quais são os tipos de uva, seu cultivo e finalidade, continue lendo este artigo.

Origem americana

Variedades originárias da América do Norte como a Isabel, a Bordo, a Concord e outras. São videiras rústicas, tolerantes a umidade do clima e a algumas doenças fúngicas.

São de grande produtividade. Suas uvas são utilizadas para consumo como uva de mesa.

Quando industrializadas são as responsáveis pelos melhores sucos de uva do mundo, além de  produzirem vinhos de mesa denominados de comuns, os tradicionais vinhos de garrafão. São as uvas mais cultivadas no Brasil.

Berço europeu

Variedades de origem europeia, as Vitis viníferas, podem ser produtoras de uvas de mesa, como a Itália, conhecida como dedo de dama e a Rubi, ou produtoras de vinhos como as famosas, Cabernet sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon blanc, Moscatos e Pinot noir entre outras tantas que mundialmente são utilizadas para produzir vinhos e espumantes denominados de finos.

Estas variedades são de difícil cultivo, baixa produtividade e necessitam de condições especiais de clima para que seus frutos possam dar origem a produtos diferenciados.

Criadas pela mão do homem

Como o ser humano é incansável na busca de saciar seus desejos, ao longo do tempo, foram criadas através de cruzamentos entre espécies, as variedades híbridas de americanas surgindo desta forma a Niágara, a Dona Zilá e outras tantas que fornecem matéria prima para consumo in natura e para a produção de vinhos e espumantes.

Dentro da mesma linha foram criadas variedades híbridas provenientes de cruzamentos entre espécies europeias e americanas, procurando mas nem sempre conseguindo, buscar a rusticidade de umas e a qualidade de outras, surgindo entre muitas a Goethe, a Moscato Embrapa, a Couderc, a Seibel, etc.

Entre estas variedades as que merecem maior foco são sem dúvida as variedades europeias as quais estão na base dos vinhos e espumantes mais renomados do mundo e que em locais adaptados ao cultivo produzem produtos de excelência em nosso país e em nosso estado.

Aptidão de cada tipo de uva de acordo com os produtos obtidos:

Uma outra subdivisão utilizada é baseada na coloração das uvas e nos tipos de vinhos que elas podem dar origem.

Os vinhos tintos têm sua coloração devido ao contato com as cascas das uvas no momento da elaboração.

As cascas liberam pigmentos coloridos, portanto somente uvas tintas fornecem matéria prima para produção de vinhos tintos, mas a separação das cascas antes de que elas transmitam a coloração escura ao produto permite fazer excelentes vinhos rosés e até alguns brancos.

Algumas uvas tintas são particularmente aptas a produzir vinhos espumantes rosés e participar de alguns brancos com o objetivo de fornecer estrutura aos produtos.

As principais uvas cultivadas

Cabernet Sauvignon

Provavelmente é a uva mais conhecida e difundida na atualidade. Originária da França na região de Bordeaux, se encontra cultivada em praticamente todo o mundo vitícola.

Tem características marcantes lembrando algumas frutas vermelhas escuras como a ameixa preta, a cereja e a groselha.

Pode apresentar notas de couro, tabaco e vegetais, com destaque para o aroma de pimentão, particularidade que a distingue independentemente de onde for cultivada.

É utilizada basicamente para elaboração de vinhos tintos, e muito raramente vinhos rosés.

Merlot

Outra uva cuja origem é a região de Bordeaux na França. Seu cultivo é de mediana dificuldade pois se adapta bem a diversos tipos de solo e clima.

Se caracteriza pela produção de vinhos macios e redondos, quando jovens. Tem um bom potencial de envelhecimento e em alguns casos produz vinhos tintos excepcionais.

Sua componente aromática inclui frutas escuras como ameixa e jabuticaba e ervas como o alecrim e o orégano podendo até lembrar algumas especiarias como a canela e a noz moscada, dependendo dos locais onde é cultivada e da forma como os vinhos são elaborados.

Seus vinhos rosés podem ser elegantes e em alguns casos até mesmo fornecer matéria prima para espumantes rosés de boa delicadeza.

Pinot noir

Originária da França na Bourgogne. É uma espécie de difícil cultivo por apresentar cachos compactos.

É cultivada em vários países e suas características de leveza e elegância pode ser observada tanto nos vinhos tintos quanto nos rosés a que se presta muito bem.

Aromaticamente é marcado pela perfeita combinação de aromas de frutas frescas (morango, framboesa, amora e cereja) com flores (violeta e rosa) podendo dar lugar a especiaria como o anis e aromas terrosos, lembrando cogumelos ou raízes.

É de suma importância na elaboração de grandes vinhos espumantes por emprestar corpo, classe e estrutura, neste caso normalmente é vinificada em branco, ou seja, separando as cascas rapidamente antes da transmissão de coloração.

Malbec

Originária da região de Cahors, na França, também participa na composição de alguns vinhos de Bordeaux, mas ganhou notoriedade mundial na Argentina onde apresenta características particulares de vinhos fortes e encorpados.

De boa produtividade e relativamente fácil cultivo vem ganhando espaço na produção de diversos países.

O Malbec possui um aroma que recorda frutas de coloração forte, tais como cerejas maduras, ameixas, morangos e em alguns casos anis. Além disso, este vinho pode mostrar um certo aroma floral como o de violetas.

Quando vinificados com esmero podem fornecer vinhos rosés de incrível delicadeza.

Chardonnay

Entre as principais uvas brancas  sem dúvida a Chardonnay, que é denominada rainha das uvas, é o expoente principal.

Originária da Bourgogne, onde produz os mais renomados vinhos brancos, encontra em champagne e outras regiões produtores de espumantes no mundo uma grande importância devido a transmissão de classe e elegância aos produtos.  

É uma variedade de difícil cultivo mas que graças a suas características compensa as dificuldades agronômicas com produção de vinhos longevos e equilibrados.

Expressam aromas de flores brancas como as acácias e jasmins, mas também de avelãs, amêndoas e minerais. Podem trazer notas de amanteigados e cítricos quando o vinho é jovem.

Sauvignon Blanc

Também Francesa encontrou morada em vários locais no mundo vitícola onde apresenta características extremamente influenciáveis pelo meio.

Apresenta boa produtividade e é medianamente sensível ao ataque de doenças fúngicas.  Seus aromas normalmente de boa intensidade podem variar de maracujá a abacaxi em calda com uma pitada de vegetal em certas ocasiões.

Utilizada basicamente para produção de vinhos brancos aromáticos.

Moscatos

É uma grande família de uvas que inclui algumas variedades como a de Alexandria, Lipari, Bianco , etc.

Utilizada para elaborar vinhos brancos aromáticos tem seu maior exponencial na produção de espumantes tipo moscatel onde desenvolvem aromas de damasco, pêssego, nectarina e alguns florais intensos como do jasmim.

Característica marcante dos Moscatos é a ocorrência de aromas da própria uva que permanece presente tanto nos vinhos como nos espumantes.

Você gostou de conhecer sobre variados tipos de uvas, como são cultivados e quais os produtos feitos com elas? Então compartilhe esse conteúdo com seus amigos, nas redes sociais!