Tudo o que você precisa saber sobre espumantes - Blog VSA

Tudo o que você precisa saber sobre espumantes

As borbulhas provenientes dos vinhos espumantes vêm conquistando cada vez mais pessoas e isso não poderia deixar de ser diferente. Além do perlage ser lindo, ele causa uma série de sensações únicas e inigualáveis nas papilas gustativas.

Pensando em te ajudar a entender e aprender tudo sobre vinhos espumantes, fizemos esse super artigo, com todos os detalhes dessa bebida que ganha cada vez mais apreciadores.

Se você é um apreciador de espumantes e quer aumentar seu conhecimento sobre esse tipo de bebida, então a leitura a seguir é obrigatória.

Que são os espumantes, afinal?

Espumantes são vinhos normalmente brancos e rosés que possuem gás carbônico naturalmente produzido durante o seu processo de fermentação.

Esse gás é facilmente percebido nas taças sob a forma de pequenas bolhas que correm de maneira ascendente até atingir a superfície, se transformando de forma natural em um colar de espuma. É daí que se origina a nomenclatura: espumante.

Métodos de produção

Como não poderia deixar de ser, tudo se inicia com o processo de produção. Hoje os espumantes mais conhecidos são os que passam por um processo de produção que inclui duas fermentações.

Entre eles, há dois tipos básicos: o Charmat, onde a segunda fermentação ocorre em tanques e o tradicional, também conhecido como Champenoise, que ocorre na garrafa.

Vamos falar um pouco sobre cada um desses métodos.

Método Charmat

Espumantes produzidos pelo método Charmat incorporam o gás carbônico que é produzido diretamente no tanque de fermentação.

Ao vinho base é adicionada uma mistura com açúcar e leveduras. A quantidade de açúcar irá determinar o teor alcóolico e a pressão. Todo esse processo ocorre em tanque fechado, até que uma pressão adequada seja atingida.

Quando a pressão é atingida, a temperatura é diminuída e o vinho estabilizado é filtrado e engarrafado de maneira isobárica para não perder pressão.

Método champenoise

Também chamado de tradicional, nesse método a segunda fermentação ocorre na garrafa. A tomada de espuma ocorre no vinho base adicionado de fermentos e açúcar no interior das garrafas.

Assim que a fermentação termina, o espumante descansa então nas caves em contato com as borras por um tempo mínimo de 12 meses para que se obtenha volume em boca e aromas particulares provenientes dos fermentos.

Pelo fato da fermentação ocorrer na garrafa, não é possível retirar o produto sem que haja perda de pressão. Assim, a limpeza é procedida com o posicionamento das garrafas em estruturas de madeira chamadas de pupitres, onde recebem movimentos manuais que as fazem passar da posição horizontal para a vertical com o gargalo voltado para baixo até que os depósitos de borras estejam acumulados junto ao bico da garrafa.

Em seguida é realizada a degola, congelamento do bico para retirada da borra e a adição do licor de expedição, colocando enfim, a rolha definitiva junto e a gaiola de fixação.

Bases semelhantes

Ambos os métodos de produção são provenientes de um vinho base onde as uvas são colhidas de maneira a favorecer uma acidez marcante, componente fundamental para o sabor e aroma de um espumante.

Em qualquer um dos tipos de produção, o espumante passa por um processo de estabilização e filtração antes de ir para a segunda fermentação, para que essa ocorra em produto límpido e superior que não venha a formar qualquer tipo de depósito após engarrafamento.

O processo de segunda fermentação é denominado de tomada de espuma, pois é nessa etapa que é obtido o gás que forma o perlage e a espuma que dá nome à bebida.

Cuidados ao servir

Uma bebida especial, requer cuidados especiais no momento de sua degustação.

Por isso, é importante ter em mente que é preciso tomar alguns cuidados na hora de consumir um espumante para que seja possível apreciar todo o seu potencial.

Esses cuidados envolvem:

  •  Tipo de taça;
  • Temperatura;
  • Forma de servir.

Tipo de taça

O primeiro item a se atentar na hora servir e degustar um vinho espumante é a taça.

As taças mais comuns para se servir vinhos espumantes são as do tipo flute. No entanto, as taças do tipo tulipa vêm ganhando espaço, por serem consideradas atualmente as mais indicadas para apreciar o perlage e concentrar os aromas dessa bebida incrível.

Temperatura

Atentar-se a temperatura na hora de servir um espumante é muito importante. Isso porque, a temperatura ideal para servir esse tipo de bebida fica entre 6ºC e 8ºC.

Dentro dessa faixa, os espumantes se tornam refrescantes e não tem seus aromas inibidos, proporcionando ao degustador, todo o seu potencial em termos de qualidade e finesse.

Forma de servir

Ao servir um espumante, seja em taça do tipo flute ou tulipa, o vinho pode ocupar entre 70% a 90% da capacidade da taça.

No entanto, isso não deve ser feito se você estiver usando taças normais de vinho branco ou tinto, uma vez que elas costumam ser maiores.

Essa porcentagem de capacidade é indicada para que seja possível sentir os aromas provenientes da produção.

Por fim, para que o espumante não transborde, ele deve ser servido em um filete fino, esperando a espuma baixar um pouco, enquanto a taça é preenchida.

A diferença entre champagne e espumante

No universo das bebidas, quem entende do assunto afirma que todo champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um champagne. Parece confuso, mas nós vamos explicar.

Conceito de espumante

A nomenclatura espumante é concedida a todo vinho que passa por um processo de duas fermentações naturais. Sendo a primeira uma fermentação alcoólica, capaz de transformar o açúcar da uva em álcool e a segunda que faz com que o espumante adquira efervescência.

Os vinhos espumantes são produzidos em muitos países por meio de diferentes processos e essas nomenclaturas normalmente vêm estampada nos rótulos da bebida.

Dessa maneira, os espumantes são bebidas que podem ser produzidas em diversas localidades, por meio de diferentes processos e uvas de diferentes tipos.

Conceito de champagne

Já o champagne, é um vinho branco, também espumante, que é produzido na região de Champagne, no nordeste da França.

Para receber esse nome, a bebida precisa ser produzida na região de Champagne-Ardenne e deve contar em sua formulação as seguintes uvas:

  • Pinot Noir;
  • Pinot Meunier;
  • Chardonnay.

Esses variados tipos de uva devem obrigatoriamente serem cultivadas dentro da região delimitada, além de passar por rigorosos métodos de produção.

A nomenclatura champagne é uma denominação fortemente controlada, sendo considerada uma AOC (Apelação de Origem de Controle) muito rigorosa na França, instaurada no ano de 1927 e fortemente protegida por meio de vigilância.

Esse controle é tão rigoroso que um caso em especial ganhou repercussão no mundo todo, quando a comuna de Champagne, na Suíça, precisou retirar a nomenclatura champagne dos seus vinhos produzidos em seu território por conta de um acordo internacional que fora firmado pelo país e a União Europeia.

Modificação da nomenclatura da bebida

Por conta de todo esse conceito histórico e burocrático, a bebida apresenta diferentes nomenclaturas.

O champagne, com a letra “c” minúscula é o vinho espumante elaborado e produzido de maneira exclusiva na região francesa de Champagne, com a letra “c” Maiúscula.

Se o vinho for produzido com as mesmas uvas e técnicas, porém em qualquer outro lugar do mundo, terá que usar obrigatoriamente outra nomenclatura.

Como citamos anteriormente, o vinho espumante passa por duas fermentações, sendo que a segunda fermentação pode ocorrer em tanques pressurizados ou na própria garrafa.

Já na região de Champagne, a segunda fermentação ocorre de forma obrigatória no interior da garrafa.

Os diferentes tipos de espumante e suas harmonizações

Existem hoje diferentes tipos de espumantes presentes no mercado. Eles são classificados de acordo com a quantidade de açúcar presente em suas composições. São eles:

  • Espumante Nature;
  • Espumante Exta-brut;
  • Espumante Brut;
  • Espumante Sec, ou seco;
  • Espumante Demi-sec;
  • Espumante Doce.

Vamos falar agora das particularidades de cada tipo, bem como suas harmonizações.

Espumante Nature

O espumante do tipo Nature possui até 3 gramas de açúcar por litro. Possui quase nada do ingrediente em sua composição.

Esse tipo de espumante harmoniza com culinária japonesa e oriental, carnes brancas e vermelhas, feijoada, churrasco, aperitivos, peixes, crustáceos, massas, risotos, queijos leves e pizzas.

Espumante Extra-brut

O espumante Extra-Brut possui a dosagem de açúcar variável entre 3 e 8 gramas por litro. Embora seja considerado seco, não tem a mesma secura do Nature.

Como harmonização, esse tipo de espumante acompanha bem lagostas, ostras, queijos de maturação média e massas com molhos brancos e de queijo.

Espumante Brut

Esse tipo de espumante possui entre 8 e 15 gramas de açúcar por litro. É o espumante seco mais comum. Para quem gosta de vinhos secos, o Brut é considerado o espumante ideal.

O Espumante Brut harmoniza com a culinária japonesa e oriental, carnes brancas e vermelhas, feijoada, churrasco, aperitivos, peixes, crustáceos, massas, risotos, queijos leves e pizzas.

Espumante Sec ou seco

Esse tipo de espumante possui entre 15 e 20 gramas de açúcar por litro. É uma ótima opção para quem não gosta de bebidas secas nem doces.

Harmoniza de maneira bastante agradável como canapés e aperitivos em geral.

Espumante Demi-sec

O Espumante Demi-Sec é um espumante com dosagem de açúcar extremamente variável, podendo ter entre 20 e 60 gramas de açúcar por litro.

É uma bebida recomendada para pessoas que gostam de um espumante doce, mas não tão doce quanto o moscatel, tampouco seco quanto o Brut. É o tipo de espumante mais consumido no Brasil.

Esse tipo de espumante harmoniza com aperitivos, culinária japonesa, tailandesa e indiana.

Espumante doce

E por último, mas não menos importante temos o espumante doce, também conhecido como moscatel que contém dosagens superiores a 60 gramas de açúcar por litro, sendo uma ótima pedida para quem possui um paladar mais voltado aos doces.

Combina com sobremesas à base de frutas, frutas secas, frutas passas, sorvetes de frutas, salada de fruta, doces em geral, queijo gorgonzola e roquefort.

Hora de colocar o aprendizado em prática

Depois dessa verdadeira aula teórica sobre espumantes é hora da melhor parte: a aula prática.

Agora que você já se tornou um verdadeiro expert em vinhos espumantes, que tal escolher os rótulos que mais agradam seu paladar para uma degustação exclusiva?

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